terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Direto do céu

Papai noel sempre me reserva boas surpresas. Quase sempre faz com que todos os meus desejos sejam realizados, e os que não são, normalmente são substituidos por um melhor, ou pelo menos que encaixa no momento. Papai noel é um bom velhhinho, que acredito morar no céu, junto com nuvens de algodão e a lua, que deve ter um sabor doce de dar água na boca. Esse velhim, cheio de marra e de coincidências apronta muito comigo, mas me da tanta sorte durante os anos que me traz, que ao invés de pedir benefícios de ano novo a um Deus supremo, peço ainda ao Papai Noel, e que belo Noel arranjei.
De todos os meus pedidos para 2010, faltava só um para completar a lista. Sem querer, abri-a em um dia em que a chuva batia forte, e a saudade no peito ainda mais. De repente, quando achei o papelzin escondido na carteira, o tal pedido número um fez palpitar o coração e confundir a decisão: é ou não é!?
Papai Noel então viu minha preocupação e talvez tenha soprado no ouvido do pedido a ideia. Me entreguei de coração ao pedido, e cá estou, vivendo em um conto tirado do céu, escrito nas estrelas e que me faz sorrir diariamente.
Talvez, se o pedido número um não tivesse escutado Papai Noel as coisas estivessem bem diferente. Ou não. Ou não mesmo, porque tem coisas que nada muda, nem Noel. Só que minha lista completa ficou tão gostosa de ver que hoje, ao relembrar os pedidos de váários anos atrás, fiquei tão completa que não sei se consigo fazer 7 pedidos ao velhim mais delicioso, nesse ano novo.
Ainda não é Natal, mas as cidades já estão cheias de velhinhos simpáticos e sorridentes (alguns nem tanto), e esse espírito natalino me motiva a rir sem parar, apesar de tantos outros motivos para chorar.
Ah Noel, se tu soubesses quanto me fizesse feliz depois desta lista completa. Ah Noel, você é um grande cara. E eu tenho saudades do tempo em que era criança, que podia acreditar em você, te abraçar e ainda conversar pela madrugada a fora. Ah Noel, que falta sinto de acreditar em você.
E que ai do céu, você ainda realize todos os meus sonhos e alguns mais.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Em busca da felicidade.

O quanto vale a busca para ser feliz? E o mais fundo que isso, o que é, realmente, ser feliz.
Acabo de ouvir uma história com uma lágrima de canto de olho. Sentada na rodoviária, ao som de uma novela qualquer e um ar condicionado que me faz ter frio em pleno verão no Vale, voltei a pensar o que me faz estar aqui, ou acolá.
O senhor que vende passagens veio perguntar se eu tinha 22 anos. Quase isso, respondi. Ele falou que era a mesma idade de sua filha. A conversa já começou assim, e seguiu com a história dela, que nem sequer sei o nome, mas já deu vontade de saber.
Aos 21, trabalhando na Fundação Getúlio Vargas, parecia que o sonho estava se realizando. Casada há 08 meses, no dia 28 de dezembro foi finalmente efetivada. A jovem era recém-formada em publicidade e propaganda e, convenhamos, trabalhava em um dos empregos dos sonhos de qualquer um.
O sonho acabou 5 dias depois da efetivação, quando o primeiro derrame afetou seu cerebro e a impediu de continuar suas funções. Seis anos já passaram e só agora ela recomeça a sonhar. Poucos movimentos ainda a impedem de trabalhar outra vez. Dependente dos pais, não tem como sair da cidade para assumir outros empregos que já lhe ofereceram.
O pai, dedicado e atencioso, ainda sofre com a mulher com um tumor, que enfrenta há 09 anos. O homem da casa faz bolsas de crochê e dá os botões para a filha costurar. Os botões são a única coisa que ela faz, mas significam tanto para os dois que todo o dinheiro ganho com o artesanato vai para a filha.
“Já construi uma casinha para ela, atrás da minha. Assim ela tem o canto dela e eu estou sempre por perto para ajudar”.
O marido dela abandonou a jovem assim que ela sofreu o derrame. Os amigos voltam a aparecer agora, quando ela já começa a recuperação, trabalho que ele agradece a um patobranquense psiquiatra, e por isso todo o começo de conversa.
“Sai desse computador menina. Chega de trabalhar. É hora de descansar!”, disse ele quando me viu ligando o computador no meio da rodoviária. Expliquei que estava terminando um trabalho que não podia deixar para amanhã, e ele, com lágrimas nos olhos me contou a triste história. Disse que a filha era como eu, que na busca de ser feliz no emprego, era vidrada no que fazia, e acabava deixando a vida pessoal para viver pelo trabalho. “Acho que o trabalho ajudou ela a ficar doente. Ah se eu voltasse no tempo, teria pedido mais para ela relaxar”.
Em busca pela felicidade tento encontrar meu caminho. Confesso que ainda não achei, que ainda procuro e continuo até chegar ao ponto final, mas essa conversa, em rodoviária diante de um dia que até então estava cheio e bagunçado me fez parar. Parar para fazer o que me faz feliz, que é desabafar em uma folha em branca de papel, que é rir com algumas lembranças e o principal, em sonhar em como ainda posso ser feliz.
Esqueci o trabalho e as preocupações por 10 minutos, e confesso outra vez, que feliz que fiquei. Deixa o mundo agir como tem que ser, que um dia ele se ajeita para mim e me traz de volta o paraíso que sempre sonhei. Enquanto isso não chega, vem sorriso, vem pra perto de mim que eu preciso de você para ser feliz!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

em casa

Quando embarquei outra vez no ônibus que por quatro anos foi o berço de lágrimas e sorrisos, jamais imaginei que aquele princesa voltaria a me entregar ao passado tão gostoso de lembrar.
Quando embarquei talvez tenha passado muita coisa na minha cabeça, a paisagem era outra, completamente diferente, mas a sensação, ah, a velha sensação de bater mais forte o coração ainda continuava igual.
Quando cheguei, meu coração se enxeu de luz, de alegria, de vivacidade que desde que sai do meu paraíso gelado, não sentia.Foi como se eu estivesse outra vez 'em casa'. É sim, foi essa a sensação, o sentimento de estar no meu velho lar. Acho q não sentirei a mesma coisa ao desembarcar na cidade que tem cheiro de chocolate, mas senti fortemente naquela que tem gosto de saudade.
Em casa. Foi como voltar para casa. É sempre como estar de volta ao lugar que me fez quem eu sou, que me deu o que tenho e que sorte ou não, ainda posso voltar, e voltar, e voltar.
As vezes tenho vontade de voltar para sempre. As vezes, essa vontade se intensifica muito fortemente, daquelas que tenho vontade de sair correndo, esbravejar na frente do ônibus e só parar lá, na calmaria do meu doce lar.
Me da um aperto, daqueles de enxer os olhos d'água quando lembro de tudo, quando alguém me chama para voltar, quando a vontade supera a felicidade do agora.
O medo ainda não me fez largar o mundo e parar, e pensar e reativar velhos planos. É dificl entender porque a paz que aquele vento que corta traz ao meu coração. É complicado entender porque só de estar lá fica tudo bem, é estranho, afinal, querer voltar.
Arrepio o braço no desejo. Arrepio o coração de tantas lembranças boas que tenho desse lugar que todo mundo reclaama, e eu, longe dele, só tenho motivos para elogiar. Um final de semana como esse, talvez me reanime a pensar diferente, talvez me de forças para continuar lutando pelos meus sonhos, que construi, justamente em casa.
Meu pedaço do céu fica tão longe do meu atual paraíso que se fossem cidades vizinhas eu ia finalmente sorrir. e sorrir pra valer.

ao som de TM...."volto atrás se você voltar assim como eu".

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Chuvim


Se o senhor que fica parado no ponto de ônibus que passo todo dia fosse escrever uma crônica sobre minhas passagens diárias por ali, certamente a de hoje ganharia destaque. Enquanto ele estava sentadim, protegido da forte chuva que caia no doce Vale que me abriga, observava os pingos caindo, debruçado no velho 'paieiro' que deixa um cheiro forte por toda a quadra, eu passava em disparada. Mas a história toda começou há umas quatro quadras dali, quando a chuva começara a cair e eu, sem guarda-chuvas, só senti as gotas finas molharem meu cabelo. a sensação não estava boa, confesso, aquilo estava me deixando com frio e com muita vontade de chorar, talvez de raiva, ou de cansaço, quem sabe ainda de medo dos próximos passos.

Segui ao som de buzinhas que riam da 'menina' sendo aos poucos molhada por inteiro. Quando cheguei perto do ponto, então, resolvi correr, correr como há muito tempo não corria, em disparada, como fazia quando criança. Sorri, e sorri sem parar. Corri até a garganta secar de cansaço, e foi quando comecei a andar e ao olhar para o céu, com os pingos mais fortes caindo, abri a boca, estiquei a lingua e voltei a sentir o sabor da chuva, e ai então, cai na gargalhada. Foi como reviver uma infância que me fazia muito bem...Como se fosse obra divina, os pingos caiam mais forte, e já estavam se transformando em pequenas pedras, a gargalhada saiu alta na rua que não passava ninguém, exceto os carros. Tirei os sapatos, e corri ainda mais, com a boca voltada ao céu, o coração liberando uma sensação maravilhosa de liberdade e um riso que, sinceramente, fazia tempo que não saía.Enxarcada, ainda consegui pular em algumas poças d'água antes de chegar em casa. Rindo, sem parar, fui para o chuveiro, e aquela água quente então encheu meu coração de saudade. Continuei a cantarolar besteirolas, sonhar velhos desejos, e agora estou cá, de alma lavada, coraçao leve e sensação de que tudo de ruim ficou ali fora, junto com as outras gotas que rolaram pelo asfalto"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Apaixonar-se

Uma conversa de almoço, em lugar cheio, que mal se escuta o que o vizinho comenta, dessa vez me deixou pensativa o resto do dia, e agora, noite também. Afinal, apaixonar-se é bom ou ruim?
Na conversa, determinamos que é maravilhoso, até a decepção chegar e as coisas só melhorarem com uma nova paixão.
Na conversa também determinamos que paixão não é amor, e que mesmo assim, a sensação de se estar completamente embobadamente apaixonado é muitas vezes, melhor que amor.
Concluimos, em doze minutos, que paixão aquece o coração e que ninguém vive sem estar apaixonado, seja por fulano ou ciclano, seja por comida ou vida profissional.
Concluimos que sou apaixonada, vivo apaixonada, morro apaixonada por novas paixões. Fechei os olhos, imaginei,idealizei,sonhei. Abri os mesmo, vi uma explicação, vi uma acor azul que eu queria mais, e deu uma saudade na ponta da língua que chegou ao estomago e arrepiou o coração, que disparado sorriu, depois de muito tempo.
E que assim seja, paixão. Se fores boa, fique, se fores ruim, vá embora, e volte só quaando for para ser melhor, e melhor, e melhor.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Maluquices. Idiotices.

Era um dia de sol. E porque não mais um dia de sol. Era um dia de sol como tantos outros já foram. Talvez, se o sol não estivesse ali, não teria sido tão bonito, tão cheio de cor. Quando a lua ganhou seu lugar fez nascer um sorriso ainda maior, que cheio de charme lembrou algo do passado, que mesmo de longe, ainda fazia o coração brilhar mais forte. Aquela lua que escondida brotou e arrepiou lado direito e depois esquerdo, que no piscar de olhos achou outro motivo para sorrir.

Depois de vários sonhos sonhados rolados em uma cama que já não lembra mais nomes ou sobrenomes, depois de chorar lágrimas de saudade, de desespero, de alguma coisa a mais que um sorriso, talvez esse novo sol, que nasce todos os dias, e logo em seguida traz a lua, traga a esse coração cheio rabiscos, uma nova música, que mude de tom, mas não de nota, que vire uma nota a mais, talvez par, talvez ímpar.

Se por um acaso, a lua de todas as quartas-feiras trouxer a paz de espírito que quis ter nas outras, talvez tudo volte ao seu lugar. Talvez o sorriso manhoso, de olhos fechados, de pequenos ladrilhos que fazem o caminho diário, encontre um novo querer. Talvez. Talvez sim, talvez não. Talvez quem sabe, porque não. Talvez ele já tenha encontrado e tudo isso volte ao passado, volte ao recomeço, volte ao primeiro encontro, ao primeiro olhar, ao primeiro não que levou ao primeiro sim. E talvez, porque não, ao primeiro sorriso verdadeiro.

E a lua e o sol, juntos, poderiam, por um acaso, ficar juntos em dois segundos de eclipse, que durante um dia de sol, ou de luar, completem alma e coração como um completo que durou um ano e agora, apesar dos sonhos morrerem entre os dedos, proporcionam a felicidade de poucos instantes, seja na casa da lua ou do sol. Talvez quem sabe, talvez um dia, talvez no sol ou na lua.

domingo, 29 de agosto de 2010

é estranho, afinal.
é diferente, então.
e o que era pra sempre foi-se embora como qualquer outra coisa, nesse vai e vem de tantas outras.