domingo, 13 de junho de 2010
Planejamento estratégico
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Na virada das cartas
Foi nessa circunstancia que resolvemos pegar o carro e rir um pouco mais que o costume. Chegar na casa, que fica a esquerda do posto, subindo na terceira rua após passar a ponte, indo até uma rua com final, a terceira casa do alto do morro para baixo. Muro da altura da cintura, grade ao alcance dos olhos, a casa vermelha, de degraus altos que levavam para cima e para baixo. Em baixo, como nas normais casas de madeira, um grande porão que ao entender parecia ser sem ventilação e/ou iluminação. Cá chegamos, lá subimos e logo na subida gritamos:
"é a senhora quem le as cartas?"
"Sou sim, podem ir subindo..."
Com um medo de arrepender-me no meio dos degraus, subi ao entorno de gatos, um corrimão enferrujado e uma garagem suspensa. Ao entrar, um odor forte de madeira, forte de vela e intenso de falta de coragem. Sentamos no sofá que era coberto com um pano vermelho, acho que para evitar os arranhões dos bixanos... Frente a uma tv que insistia em nao funcionar, e a velha mulher ali insistia em tentar a fazer-la funcionar... Demorou até sintonizar a velha Fm mais conhecida da região e ela adentrar ao puxadinho separado da sala por uma cortina 'sem cor'. Uma porta vermelha separava o escritório do resto da casa, e confesso, a porta vermelha me deixou ainda mais reciosa. Comecei a rir da situaçao e ri ainda mais quado chegou a minha vez. Uma bola de cristal, uma Nossa Senhora de Fátima e alguns terços, imagens cristãs e na estantezinha, plantas que nao descobri se eram verdadeiras ou falsas.
"corte 7 vezes o baralho"
Ele era velho, com as pontas caidas e quase sem cor. O vermelho desbotado do verso também se refletia nas folhas reais. Era um mago verde, umas espadas, algumas flores, a morte, a fortuna e um homem.
"Tem namorado?"
"Não que eu saiba"
"Mas gosta de alguém né?"
"Ah, a gente sempre gosta né!"
um minuto de silëncio quebrado por um: Ahh! É ele!
no meu: humm... Náo entendi, ela madou eu virar mais 3 cartas, e como se estivesse 'escrito' ela murmurou: É ele mesmo, é o homem da sua vida!
Cabeça confusa, ela tentou me convencer que seria ele meu futuro marido, pai dos meus filhos, dono do forte ciume pelo excesso de homens ao meu redor. Meu emprego? Ah, o melhor do mundo, onde eu ganharei rios de dinheiro com facilidae e com amor maior que tudo. O lugar? Uma cidadezinha no interior, menor que outras que considero pequenas, e que eu só chegaria mais longe com o apoio dos meus amigos.
Não quis pergutnar nada, é fato que achei tudo aquilo uma graça e uma experiencia feita pra eu rir. Confesso também, que muito do que ela falou ficou palpitando no meu cerebro, mas nao por muito tempo. O emprego imediato nao chegou. O amor da minha vida se tornou apenas lembrança, e, o homem que eu deveria esquecer, aparece cada vez mais no meu dia a dia. Os amigos de sempre estao ainda longe. Fato mesmo é qeu voltei pra cidade pequena, que vou começar a lidar com livros de novo, e, qe o jornalismo é uma paixão, mas que ele vai me levar pra outro lado.
Dado os 15 reais, fui embora e desde entao quis desafogar a lembrança daquela velha senhora, de cabelos pretos bem curtos, unha do dedao preta, a ponto de cair, roupa simples, com aparencia de velhas, sapatos de dentro de casa, e mistério quase que descoberto pelo seu sorriso, que ao enganar as senhoritas, ainda assim parecia ser sincero.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Até o correio...
Sai perto das 10 da velha farmácia, e já na porta começou o festival de 'olás'. Bom dia dona Cere, e a neta? Oi seu pedrão, mais uma abóbora? desse jeito vou parar onde?... e não parou na porta, fui nos bons dias, olás, como vai até chegar na escola em que estudei, e ali olhei para dentro, cheio de 'pirralhos' se esbofetando e lembrei de como dei trabalho para as 'tias' da esfa... Ainda de alguns aniversários na cantina, q ficava em baixo da escada, parecida com um porão, que dava para um campo verde (q na epoca eu pensava ser gigantesco, quase sem fim) onde brincavamos de pega pega e futebol. Atravessei a rua e passei pela igreja sempre imponente, que marcava ainda o horário certinho, e era apenas dez e uns quebradinhos... Andei um pouco mais e logo o correio me aguardava. Comecei a pensar que há uns 7 anos eu achava a distancia do correio até a minha casa uma eternidade, era sim um dos lugares mais longes q eu podia (e nunca queria) ir...
A volta mudei o trajeto a fim de lembrar um pouco mais... Passei pelo outro antigo colégio, que agora é um restaurante, e deste lembrei da velha lareira que aquecia o Jardim I e jardim II nas tardes mais frias... Ainda ri ao reviver o último dia ali, onde a gangorra do colégio eu quebrara sem querer. Ao mesmo tempo entristeci, porque foi ali q perdi a primeira grande amiga. "Ela foi fazer companhia pra mamãe dela la no céu", acho q a tia Ju que me contava quando perguntavamos porque ela não tinha ido a escola.. e de lá saimos junto até a Igreja, ainda sem entender que o céu era um nunca mais eterno. Andei mais um pouco, vi mais vários rostos conhecidos e comecei então a desejar que no futuro eu pudesse voltar, criar meus filhos na pacata cidadezim que me criou. Desejei intensamente que eles vivessem daquele universo que eu cresci, das aulas na velha esfa, da imensidão de amigos divertidos que encontram-se sabados a tarde para relembrar o passado, do céu que aqui parece ser mais azul que em qualquer outro lugar, e da velha calmaria que é o nascer e pôr do dia.
O ventinho que bate no rosto, que traz o teclado em baixo da janela, e os sonhos todos transbordando por esse velho novo quarto, e ao fechar os olhos, sonhar que aqui vai permanecer pra sempre igual, até o dia de voltar, até o dia de chegar de braços abertos e com a saudade mais deliciosa de sentir. É mais um até logo ao mundo que eu sonhei no papel antes de nascer, e que aqui fiz a tinta virar cor, pintada com lágrimas e sorrisos, hoje muito mais sinceros que nunca antes. A partida nem sempre é um adeus, pode ser apenas mais um até logo.. e que assim seja! Vida real, aqui vamos nós!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
dia do im
EEEEEi destino, da uma tregua e deixa as coisas mais fáceis, please?!
coraçaozim. saudadezim. apertozim. maezim. sonim. gatim.
meus diminutivos guarapuavanos invadem a vida lourenciana... acho q tenho que parar com esses imzim. ou não!?
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Um encanto
Ou ainda como sentir o vento refrescar no dia mais quente do ano...
Quem sabe a mesma sensação de deitar sob o som da música mais bonita pra lembrar...
E até mesmo a reciprocidade de um poema bem escrito...
Olhar e ver a lua cheia sob a cidade mais doce que chocolate parece ainda ter esse jeito, e o que digo ao redor desse mundinho cheio de cor que crio todos os dias aqui, fica comigo no coração... Talvez voltar por um tempo acalme o coração, talvez ajude a esquecer o que o coraçao quer lembrar, e talvez maior ainda, faça ele bater mais compassado ao ritmo dessa calmaria de noite estrelada.!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Simples
Acabou como uma velha receita de bolo da vovó, que de tão gostoso se fez tantas vezes, se tentou tantas vezes e por fim, apagou-se no tempo com aquela lembrança do gostinho na ponta da língua, que só de pensar da água na boca.
e não é simples então?
sábado, 9 de janeiro de 2010
Queria que algum dia essa paixão que eu senti por viver voltasse. Texto de alguns meses atras, que faz ao mesmo tempo doer, e alegrar o coração. Um agradecimento especial, um beijo de saudade e um até mais ao desejo incontrolável de ser feliz!
Eu não sei explicar o que é ver ele chegar de longe, a sensação que ainda é atender ao telefone quando é o nome dele que aparece na tela, não que eu não tenha me apaixonado antes, mas paixões na minha vida também foram meio passageiras, estranhas, a vontade sempre acabava no fim, mas, surpreendentemente a vontade aumenta todos os dias, não fico bem ao não ver o meu sorriso mais sincero, não fico tranqüila se não vejo o olhar mais charmoso, não descanso se não tenho um abraço cheio de saudade bem apertado todos os dias. É um vicio que realmente não consigo explicar, nem com palavras, que me ajudam sempre a desafogar o coração... Intensidade do momento ou não, os últimos meses da minha pacata vidinha mudaram de tom. Nas conversas batidas e depois da maior mensagem que um celular já recebeu, nós dois resolvemos acreditar um no outro e seguir mais em frente, e é isso que eu ando querendo pra mim... Que nossos beijos e abraços façam parte da rotina diária, que em público ainda possamos insistir em socos e pontapés, que nos encontros de longe às piscadas e caretas nos façam sorrir, que no mais profundo silêncio do quarto quase escuro conversemos besteirolas e nos provoquemos até o coração bater ainda mais forte e que em todas as despedidas ainda eu possa subir nas suas costas até você achar minha pantufa suja, ou me dar várias travesseiradas até eu fazer a velha manha de sempre.
É, acho que alguma coisa aconteceu nesse meu mundinho sempre certinho e cheio de planos para a vida inteira... Você fez aparecer um sorriso que há muitos anos queria sair daqui, e um olhar tão feliz que é complicado ainda disfarçar...
E que o dia de amaanhã seja mais feliz que o de hoje.. E que os desejos de amanhã sejam mais desejosos que os de hoje, e que no mundo inteiro alguém ainda me faça tão feliz como quem me fez ontem!!!Sim, bebi demais e isso estA dificil de controlar.
